A doença periodontal é caraterizada pela resposta inflamatória crônica e infecciosa, de origem bacteriana, considerando a imunidade, quantidade de saliva, raça, idade, rotina de limpeza oral, alimentação, entre outros. Apresenta viscosidade, tonalidade amarelada que se fixa a superfície dental (1). A partir de dois anos de idade começa a impactar cães e gatos, determinando mais de 80% dos animais adultos de companhia, a possuírem a doença. É uma doença sub-diagnosticada, devido à falta de sinais clínicos, que pode evoluir para consequências locais e sistêmicas, evidenciando a necessidade de prevenção desde os primeiros meses de vida (1 e 2). Os bioterápicos são medicamentos homeopáticos, que passam pelo procedimento de diluição e sucussão, feitos a partir de matéria-prima biológica, como: secreções, tecidos, órgãos; podendo ser patológicos ou não. Seu uso visa estimular ou inibir o organismo a responder desequilíbrios, pelo princípio da semelhança (3, 4 e 5). Em outubro de 2025, uma cadela sem raça definida, de 12 anos, pesando 11 kg, foi atendida em domicilio, para check-up senil. No exame físico, apresentava um bom estado geral, sem dores abdominais durante a palpação, mucosas normocoradas, sinais vitais dentro dos parâmetros normais e maior acúmulo de cálculo dentário na região dos caninos (Figura 1). Foi relatado que o animal durante anos se alimentava com dieta natural, prescrita por veterinário; e atualmente, recebia ração e desidratados de origem animal, como enriquecimento ambiental. Não realizava nenhuma medida preventiva para doenças periodontais. Optou-se por não expor o animal ao tratamento convencional em razão da idade, com o uso de antibióticos ou procedimento cirúrgico perante anestesia geral, optando por uma intervenção não invasiva. Foi prescrito o bioterápico Tartarus caninus 30cH, SID, por 20 dias consecutivos e 10 dias de pausa, com retorno para reavaliação em consulta após 30 dias do início do tratamento. No retorno, em novembro, observou-se a redução considerável da placa dentária (Figura 2). A enfermidade periodontal pode se disseminar por meio da corrente sanguínea e circulação linfática, afetando a saúde e qualidade de vida do paciente (2). Sobretudo, em idosos e com comorbidades, o tratamento não invasivo pode ser uma solução para evitar complicações. A cura na medicina homeopática é compreendida a partir do estado individual do paciente, necessitando a remoção da causa evidente (5). O insumo ativo do bioterápico, mostrou-se uma alternativa não invasiva e terapêutica de doença periodontal, exibindo um resultado satisfatório na diminuição do biofilme dental (3). O tratamento não invasivo proposto, evidencia a melhora significativa elucidando a probabilidade de terapêuticas não invasivas para afeções periodontais. A associação com a abrasão do enriquecimento ambiental foi benéfico, pois, o Tartarus caninus favoreceu a remoção das placas, algo que não havia acontecido somente com o enriquecimento ambiental
Autores
Debora Squassina
Material na Íntegra: BIOTERÁPICO TARTARUS CANINUS 30CH NO TRATAMENTO DE PLACA BACTERIANA EM CÃO.docx